2º Encontro Vianense
10m
Há encontros que se fazem de presença. E há outros — raros — que se fazem de pertença. O II Encontro Vianense 2026 foi, sem margem para dúvida, um desses momentos em que a distância deixa de existir e o coração encontra, quase instintivamente, o caminho de volta a casa.
No Canadá, longe das margens do Lima e do som inconfundível das concertinas nas ruas de Viana do Castelo, não se celebrou apenas um evento. Celebrou-se uma memória coletiva — viva, resistente e profundamente enraizada — feita de vozes que carregam histórias, de rostos que espelham gerações e de gestos que atravessam o Atlântico sem nunca perder o rumo.
Foi um encontro onde cada abraço teve tempo, onde cada palavra dita em português trouxe consigo um pedaço de identidade, e onde cada canção entoada em coro serviu de ponte entre o passado e o presente. Ali, entre amigos, famílias e conterrâneos, Viana não foi apenas lembrada — foi sentida, foi vivida, foi recriada.
Porque há lugares que não cabem no mapa. Há terras que não se medem em quilómetros, mas sim em memórias, afetos e pertença. Viana do Castelo é uma dessas terras — vive dentro de quem a leva consigo, em cada tradição mantida, em cada festa celebrada, em cada história contada às novas gerações.
O II Encontro Vianense foi também isso: um testemunho claro de que a identidade não se perde com a distância. Pelo contrário, fortalece-se. Reinventa-se. Ganha novas formas de expressão, mas mantém intacta a sua essência. Num mundo em constante mudança, onde tudo parece efémero, momentos como este lembram-nos do que é permanente: as raízes.
Ao longo do dia, entre sorrisos sinceros, partilhas espontâneas e uma energia difícil de descrever, viveu-se algo maior do que um simples convívio. Viveu-se comunidade. Viveu-se união. Viveu-se um sentimento coletivo que não se explica — sente-se.
E quando a comunidade se junta assim, o tempo abranda. A saudade, tantas vezes silenciosa, ganha voz e forma. E a identidade fala mais alto do que qualquer distância geográfica.
Foi nesse pulsar — intenso, verdadeiro, profundamente humano — que o coração de Viana voltou a bater. Não apenas em Portugal, mas ali, no Canadá, em cada pessoa presente, em cada olhar emocionado, em cada memória revivida.
Este vídeo é mais do que um registo. É um testemunho. Um convite a recordar, a sentir e a valorizar aquilo que nos une. Porque, no fim, não importa onde estamos — importa quem somos e de onde vimos.
E Viana… essa, nunca se esquece.